Risco-país da Argentina dispara após eleição nos EUA e temor de menor apoio de Trump
O risco-país da Argentina dispara nesta quinta-feira (5), em meio ao temor de que o governo de Javier Milei receba menos apoio dos Estados Unidos após as eleições de meio de mandato no país.
Na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, o índice de risco‑país da Argentina subiu para 1.042,88 pontos, representando um salto de 5,64 % – o maior nível desde dezembro de 2024.
O aumento levou a uma queda de 2,29 % no preço do título público com vencimento em setembro de 2029, que ficou em US$ 48,289, enquanto os rendimentos subiram de 8,4 % para 9,3 %.
Os analistas apontam que a expectativa de que o resultado das eleições de meio‑de‑mandato nos Estados Unidos reduza o apoio de Washington ao presidente Javier Milei é um fator crucial. Nos dias anteriores ao pleito, Milei buscou apoio na Casa Branca, enquanto Trump advertiu que não seria generoso se o presidente não conseguisse vencer.
O governo americano havia oferecido até US$ 20 bilhões em resgate financeiro para evitar uma crise cambial. A movimentação do mercado também reflete a volatilidade global, com o S&P 500 caindo 4,16 % para 7.368 pontos, o Dow Jones 3,44 % para 51.521 e o Nasdaq 5,52 % para 24.315.
A estrategista Paula Zogbi ressaltou que a aversão ao risco global eleva o prêmio exigido pelos investidores para a dívida argentina, explicando parte do aumento no custo de financiamento do país.
O assunto foi destaque em 05 de novembro de 2026 às 15:49 e integra a cobertura de Brasil do Rio Warzone Notícias. A informação tem origem em UOL.
O que dizem outros veículos
- Folha de S.Paulo: Risco-país da Argentina dispara após eleição nos EUA e temor de menor apoio de Trump
- Folha de S.Paulo: Risco-país da Argentina dispara após eleição nos EUA e temor de menor apoio de Trump
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A informação foi divulgada originalmente por UOL em 05 de novembro de 2026 às 15:49.
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