Mulher acusada de jogar feto em fossa de 7 metros é absolvida do crime de aborto e condenada por ocultação de cadáver em Santarém
Salão do Júri Popular da Comarca de Santarém Jampierre Martins / TV Tapajós O Tribunal do Júri de Santarém, no oeste do Pará, absolveu nesta sexta-feira (6) Juliana Santos Ferreira da acusação de provocar o próprio aborto, mas a condenou pelo crime de…
O tribunal do júri de Santarém, no Pará, absolveu Juliana Santos Ferreira da acusação de aborto provocado, mas a condenou pelo crime de ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 1 ano e 2 meses de reclusão, em regime aberto.
A denúncia do Ministério Público do Estado do Pará descreveu que, em 2 de fevereiro de 2022, na comunidade do Lago Grande, a ré teria interrompido a gestação após ingerir medicamentos e chás abortivos e, em seguida, descartado o feto em uma fossa sanitária comunitária.
Durante o julgamento, o promotor Alisson Liel solicitou a condenação nos dois crimes, enquanto a defensora pública Marcos Leonardo apresentou que o aborto teria sido espontâneo, sem prova de provocação. A defesa argumentou que a permanência do corpo na fossa seria consequência de um aborto natural, não de ocultação.
O juiz Gabriel Veloso presidiu o processo, que contou com cinco testemunhas, todas moradoras da comunidade e parentes da ré, que prestaram depoimento por videoconferência. Ele destacou que este é o primeiro caso de aborto provocado pela própria gestante levado a julgamento no tribunal do júri em Santarém nos últimos 11 anos.
O assunto foi destaque em 06 de novembro de 2026 às 17:46 e integra a cobertura de Brasil do Rio Warzone Notícias. A informação tem origem em G1.
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A informação foi divulgada originalmente por G1 em 06 de novembro de 2026 às 17:46.
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