Isolado, BC fez o necessário ao interromper corte dos juros
Com a incerteza provocada pelos sinais erráticos dados por governo e PT desde a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e em meio à rápida piora das expectativas para a inflação , o Banco Central não tinha alternativa senão interromper o ciclo de cortes da…
No dia 5 de novembro de 2026, o Banco Central anunciou que a taxa básica de juros, a Selic, permanecerá em 13,75% ao ano. A decisão veio em meio à crescente incerteza causada por sinais conflitantes do governo e do Partido dos Trabalhadores, acompanhada por uma queda nas expectativas inflacionárias.
O Comitê de Política Monetária (Copom) apontou que o IPCA deverá subir, refletindo a falta de clareza sobre as futuras políticas fiscais. Além disso, a instabilidade geopolítica entre os Estados Unidos e o Irã e os impactos sobre os preços dos combustíveis foram citados como fatores adicionais de preocupação.
O Copom também destacou que a economia ainda não possui capacidade ociosa, resultado do impulso fiscal concedido durante o ano eleitoral. Nesse contexto, o banco afirmou que não há ajustes orçamentários relevantes a serem feitos, o que deixa a dívida pública em situação de escalada.
Especialistas apontam que reduzir a Selic significativamente exigirá reformas nos gastos públicos, como ajustes nos benefícios previdenciários, saúde e educação. Entretanto, tais mudanças enfrentam forte resistência política, especialmente nas áreas de previdência social, abono salarial e deduções de Imposto de Renda para a classe média alta.
O assunto foi destaque em 05 de novembro de 2026 às 22:00 e integra a cobertura de Brasil do Rio Warzone Notícias. A informação tem origem em Folha de S.Paulo.
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A informação foi divulgada originalmente por Folha de S.Paulo em 05 de novembro de 2026 às 22:00.
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